E mais uma vez eu pensei duas vezes eu vi que o melhor caminho não era simplesmente voltar. Afinal, já perdi as contas de quantas vezes eu voltei, e como era de se esperar eu acabei no mesmo lugar.
Talvez ir além seja mesmo um ponto a ser trabalho neste ser humano que vos fala. Eu nunca vou além, eu não consigo. Chega um hora que os anticorpos falam mais alto, então eu travo. Eu paro. Depois eu choro, me recomponho e vou correndo procurar outra situação que me leve até a minha linha vermelha, pra eu poder chegar bem na pontinha, olhar, cheirar, sentir ela ali e ouvir ela rindo da minha cara mais uma vez.
É então que eu fico sonhando com o dia que eu vou passar por essa linha e nem ver. Eu quero o meu eu de um tempo atrás pra perguntar se naquela época que eu não lembro essa linha também existia, tão ameaçadora e imponente. Talvez naquela época eu não chegasse tão perto quanto eu chego agora.
Mas isso deve ser coisa da minha cabeça, mesmo.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Apresentações à parte
Eu não sei quando foi a primeira vez que eu perdi umas horas em frente ao computador lendo um texto escrito por alguém que eu não conhecia, muito menos qual foi a primeira vez que eu ouvi falar em blog. Mas eu sei que sempre fez parte das minhas listas de fim de ano "criar um blog e escrever tudo nele."
Mas como tudo que se refere às minhas coisas, minha vida, meus sentimentos e minha pessoa de modo geral, eu enrolei. Enrolei e inventei desculpinhas esfarrapadas que nunca me enganaram e sempre me deixaram em dívida comigo. Sem falar em todas aquelas coisas atrolhadas nos arquivos txt. do computador.
Na verdade eu sempre acreditei numa coisa chamada de necessidade. Quando o ser humano sente necessidade de alguma coisa, ele dá um jeito. Não importa o quão difícil, constrangedor e assustador possa ser, dá-se um jeito. E ultimamente eu tenho me deparado com muitas necessidades que eu não sabia que tinha. Entre elas, destaca-se o ato de escrever.
É neste tom de desespero que eu me apresento: Estou aqui por que preciso esvasiar um pouco a cabeça, antes que exploda. Sou bem prolíxa, detalhista, metafórica, chata, metida. Provavelmente esse blog não vire livro. Aliás, com certeza não virará. Mas o que me conforta é saber que é uma coisa a menos pra rir da minha cara na lista de "coisas que eu prometi e não cumpri."
"Muito prazer, me chamam de otário."
Mas como tudo que se refere às minhas coisas, minha vida, meus sentimentos e minha pessoa de modo geral, eu enrolei. Enrolei e inventei desculpinhas esfarrapadas que nunca me enganaram e sempre me deixaram em dívida comigo. Sem falar em todas aquelas coisas atrolhadas nos arquivos txt. do computador.
Na verdade eu sempre acreditei numa coisa chamada de necessidade. Quando o ser humano sente necessidade de alguma coisa, ele dá um jeito. Não importa o quão difícil, constrangedor e assustador possa ser, dá-se um jeito. E ultimamente eu tenho me deparado com muitas necessidades que eu não sabia que tinha. Entre elas, destaca-se o ato de escrever.
É neste tom de desespero que eu me apresento: Estou aqui por que preciso esvasiar um pouco a cabeça, antes que exploda. Sou bem prolíxa, detalhista, metafórica, chata, metida. Provavelmente esse blog não vire livro. Aliás, com certeza não virará. Mas o que me conforta é saber que é uma coisa a menos pra rir da minha cara na lista de "coisas que eu prometi e não cumpri."
"Muito prazer, me chamam de otário."
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