sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Não quero mais

Engraçado. Imaginar e planejar as coisas é tão fácil, mas tão fácil que quando não se está fazendo nada é só isso que se faz. Mais ou menos assim ó: Olhando pra frente, tá tudo bem, um mês sem fazer nada não vai me matar e não vai alterar minha sanidade mental né? Hehe, é só um mês e os meses tem passado cada vez mais rápido. Ledo engano, o tempo só passa rápido quando se tem alguma coisa pra fazer ele passar. O tempo é relativo e isso é sério! Quando se passa o dia todo fritando a cabeça dentro dela própria, o tempo não passa rápido, não.

Inclusive, nessas situações o tempo acaba voltando. Voltando mesmo, mas sempre dentro da sua relatividade, claro. Velhas manias revivem, velhas pessoas reaparecem. Coisas que a princípio haviam sido deixadas pra trás voltam como se nunca tivessem saído daqui. E como se fosse a coisa mais normal do mundo, eu me sinto fraquinha. Por vezes quase indefesa. Qualquer vento que passe parece me levar, qualquer cheiro que eu sinto me encanta. Enfim, me vejo vulnerável e leviana. Onde estão todas as coisas que eu aprendi, hein? Toda a coragem que eu tinha? Será que tudo isso funciona só sob pressão? Aliás, será que eu só funciono sob pressão? Tá, eu sei que eu não gosto de ter tempo pra fazer as coisas, não gosto de ter tempo de me perder por que na verdade, eu sei que sempre acabo me perdendo.

Me disseram que eu preciso viver um dia de cada vez, mas depois de fazer isso por uns dias eu não quero mais. Não quero mais mesmo, assim não tem graça. Eu quero acordar de manhã e sair, passar meus dias vendo vida além das que eu já conheço. Voltar pra casa com um pouco menos de fé no mundo e nas pessoas. Eu preciso disso, eu quero uma conversa diferente por dia, por que falar só das mesmas coisas me leva a pensar só nas mesmas coisas também, e assim não dá. Eu quero ir pra frente e eu vou ir. Eu tenho muita coisa me esperando e eu não posso mais esperar elas chegarem! Cada coisa tem o seu tempo o caralho! E não me venha com essa história de dar tempo ao tempo. Eu quero, eu posso e eu vou. E de mais a mais, o que eu sou não vai mudar com a falta de prática, mesmo.